Numa simplificação da tradição judaico-cristã, é comum responder que quem morre vai para o céu. Não é errado recorrer a essa saída, mas é provavé que a criança fique insatisfeita com tal fórmula.

Até os 4 anos

Pode-se falar de morte a partir do convívio com plantas e animais. “A plantinha nasce, cresce e morre” é um jeito de a criança começar a entender que a morte é o fim natural de um processo de desenvolvimento.

Mentir a respeito da morte ou fantasiar demais impede que ela aprenda a enfrentar o luto. Segundo psicólogos, mais importante do que explicar a situação ao filho é a forma como se reage a uma perda: os pequenos aprendem a lidar com a morte observando as reações dos adultors.

A partir dos 5 anos

A criança se interessa mais por assuntos realacionados ao ciclo da vida e, consequentemente, surgem as sensações do medo de insegurança. Por isso, quando ela as manifesta, deve ser estimulada a falar a respeito e a expor seus sentimentos e teorias sobre a morte. Se a família é religiosa, os pais já podem abordar o tema de acordo com suas crenças.

Para os maiores de 8 anos

Diga que quando uma pessoa morre seu corpo é colocado dentro de um caixa e recebe um funeral. Acrescente que, na verdade, ninguém sabe exatamente o que acontece depois da morte. Mas faça isso de forma que a morte seja encarada como algo tão natural quanto o nascimento.

Fonte : Revista Veja- 21/04/2010